Conhecer sobre Marte é inútil
Um planeta desértico e gelado, com uma atmosfera 100 vezes menos densa comparada a atmosfera terrestre, temperaturas que chegam a 153° C negativos, baixos índices de nitrogênio e oxigênio, possui tempestades de poeira capazes de cobrir o planeta inteiro e durar meses, há poucos sinais de água líquida no solo do planeta e suas luas, em grego, são denominadas “medo” e “pânico”.
Marte é um planeta do nosso sistema solar, mais precisamente o quarto a partir do Sol, vizinho da Terra. Como, na maioria das vezes, é observado à noite, Marte possui um aspecto, visto daqui, de coloração avermelhada (devido ao óxido de ferro predominante em sua superfície) o que o levou a ser batizado pelos gregos de “Ares”. Como possui duas luas, estas foram denominadas “Fobos” e “Deimos”, que, na mitologia grega, são os cavalos que puxam a carruagem de Ares, o Deus da Guerra. Em outras mitologias, assim como a egípcia e a chinesa, sua nomenclatura também é decorrente de sua aparência, onde o chamam de “A Vermelha” e “Estrela de Fogo”, respectivamente.
Marte não é o planeta mais próximo da Terra e muito menos tem sua gravidade aproximada. Marte está a 55 milhões de quilômetros de distância da Terra e possui uma gravidade de 3,7 m/s², enquanto Vênus, nosso outro vizinho, está a 42 milhões de quilômetros e possui uma gravidade de 8,87 m/s². Considerando estas questões, por que ultimamente estamos tão interessados em conhecer Marte?
A atmosfera de Marte é 100 vezes menos densa. Isso significa que, enquanto aqui na Terra respiramos uma mistura de nitrogênio e oxigênio, em Marte essa mesma quantidade de oxigênio só seria alcançada após inalarmos mais de 14.000 vezes. A atmosfera rarefeita de Marte é composta principalmente por dióxido de carbono, oferecendo pouco oxigênio para respirarmos.
Um ano é o que corresponde ao planeta concluir uma volta completa em torno do Sol. O período orbital da Terra em torno do Sol leva 365, já o de Marte chega a 687 dias, quase dois anos na Terra. Isso ocorre porque Marte está mais longe do Sol do que a Terra, ou seja, sua órbita planetária possui um raio maior comparado ao raio terrestre. Este fato não impacta somente nos dias, mas também na temperatura do planeta. Sabe-se que a temperatura média em Marte é de 55° C negativos e que a temperatura varia entre -153° C e 20° C, variando com o período das estações. Uma grande parte do planeta é composta por enormes e profundas camadas de gelo. Marte é um planeta extremamente gelado, entretanto, o torna mais viável do que Vênus, por exemplo, quando comparamos as temperaturas, visto que a temperatura média em Vênus é de 500° C.
Um evento muito comum no território marciano são tempestades de areias, especialmente quando é verão e primavera no hemisfério sul. Estas tempestades são as maiores do sistema solar, capazes de encobrir uma grande parte do planeta. Isso deve-se ao fato de que, durante o verão, à medida que a atmosfera do planeta aquece, a diferença de temperatura na superfície gera a produção de ventos que mobilizam partículas de grãos do solo. Somado a isso, o dióxido de carbono congelado nas calotas polares durante o inverno evapora, espessando a atmosfera e aumentando a pressão da superfície. Isso aumenta ainda mais a suspensão de partículas de areia no ar. Em Julho deste ano, o cientista Scott D. Guzewich, da NASA, afirmou que ainda não se tem nenhuma solução para as tempestades de areia do planeta Marte.
Opportunity e Curiosity são nomes de dois robôs que já exploraram o solo marciano. Utilizando os robôs e também sondas enviadas à Marte, foi possível explorar características da necessidade humana no planeta, onde os cientistas determinaram que há água em Marte. Atualmente, é possível que a água líquida esteja presente em algumas encostas íngremes e relativamente quentes na superfície marciana. Em 2015, pesquisadores da NASA detectaram alguns minerais hidratados nestas encostas, fluindo para baixo em estações quentes. Estas evidências surgiram em diferentes partes do planeta quando a temperatura atinge cerca de 23 graus Celsius negativos e desaparecem em períodos mais frios. Os cientistas acreditam que já existiu uma grande quantidade de água líquida em Marte, pois, em julho deste, ano foram especuladas que formas microscópicas de vida existem ou já existiram no território do planeta. Entretanto, ao que se sabe, a quantidade de água em Marte é muito pequena.
Existe uma missão proposta pela NASA para enviar pessoas à Marte até o ano de 2030. A NASA tem estudado a disponibilidade de recursos em Marte para futuros exploradores humanos. Outro veículo de exploração espacial deve ser enviado em 2020 e promete ser mais um caminho para descobrir se Marte poderá ser um lar seguro para humanos, estimando também que missões tripuladas devem ocorrer a partir de 2030.
O magnata sul-africano, fundador da empresa aeroespacial SpaceX, Elon Musk, tem planos tão ambiciosos quanto a NASA. O homem que já mandou um dos carros de suas empresa Tesla para o espaço, sugere uma missão tripulada ao planeta até 2022. A SpaceX é, provavelmente, a maior construtora de foguetes aeroespaciais, e nos últimos anos trouxe importantes resultados para a indústria de foguetes. Elon Musk promoveu viagens dentro da Terra utilizando seu foguete BFR (Big Fucking Rocket) concluindo que qualquer viagem de um determinado lugar até outro da Terra é possível ser feita em menos de uma hora, isso porque o foguete chega a 27.000 quilômetros por hora.
Em 2016, Elon Musk declarou que a humanidade deve encarar duas opções: “ficar na Terra para sempre e enfrentar seu inevitável evento de extinção ou se tornar uma civilização espacial e espécie multiplanetária.” Para enviar uma tripulação para Marte, Musk pretende alcançar o custo mínimo de 100 mil dólares por pessoa e pretende enviar cerca de 100 pessoas à sua missão de “colonizar o planeta vermelho”. Os árabes também possuem planos de colonização no planeta. São inúmeros os projetos propostos para transporte e colonização do planeta e, tornado realidade, podemos afirmar que Marte é a maior opção viável para colonização da vida como entendemos hoje.
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Referências: www.spacex.com e www.nasa.gov
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